Entenda como aproveitar a queda de juros para realizar aplicações financeiras.

Vivemos hoje, no Brasil, o período com a menor taxa de juros da nossa história. Após a última reunião do Copom, a taxa básica de juros recuou para 5% a.a. Acostumados, desde sempre, com juros altos, pouco crédito e renda fixa segura, o brasileiro terá que se acostumar com novas modalidades de investimento.

Essa baixa de juros pode significar uma mudança de paradigma na nossa cultura de investimento. Hoje, 89% dos brasileiros que investem confiam suas reservas na poupança. E se antes ela já apresentava um resultado pouco eficaz, agora se aproxima do zero.

O que é o Copom?

O Copom – Comitê de Política Monetária é responsável por estabelecer as
diretrizes de política monetária e definir a taxa básica de juros. A cada 45 dias, o comitê se reúne para definir o viés da Selic, com o direcionamento da taxa de juros.

Como a baixa da taxa de juros interfere na renda fixa?

Apenas 42% dos brasileiros têm algum tipo de investimento, e 89% deles contam com a poupança como principal aplicação financeira. Antes de continuar, preciso desmistificar esse ponto: poupança não é investimento.

Investir é quando você emprega o seu dinheiro de forma que ele gere rendimentos de juros ou algum tipo de correção. Poupar é acumular um montante no momento, com a intenção de usá-lo no futuro.

Outras formas de reserva de capital muito buscadas pelos brasileiros são o tesouro direto ou remunerações relacionadas à CDI. Ambas possuem sua remuneração atrelada à taxa básica de juros. Quando a Selic está em movimento de alta, os produtos mais rentáveis serão os pós fixados, que acompanharam o crescimento. Mas, se a Selic assumir um viés de baixa, como o que estamos presenciando, os melhores produtos serão os pré fixados, que se manterão no patamar anterior ao da queda.

A poupança, por outro lado, quando a taxa de juros está igual ou abaixo de 8,5% a.a. rende 70% da Selic mais a taxa referencial (TR), ou seja, com a Selic em 5% a.a., a poupança rende 3,5% a.a.

Então, como fazer um investimento?

Como falei, existe uma diferença entre investimento e poupança. Nosso histórico de juros altos (a Selic chegou aos 14% a.a. há pouquíssimo tempo!) nos fez acreditar que investir em renda fixa era, de fato, um investimento. E o pior: que era um investimento sem risco e com retorno certo. Investimento, por definição, tem risco, porém, se atrelada a uma boa gestão de risco, é capaz de resultar em ótimos rendimentos.

A primeira medida antes de começar a investir em renda variável é ter uma reserva financeira de emergência. Renda variável possui os seus altos e baixos, é uma parcela do dinheiro que você não pode contar no curto prazo. Outra regra é manter uma carteira extremamente diversificada, o segredo da consistência no longo prazo. Mesmo os investimentos mais seguros têm momentos de queda e diversificar garante que você terá outras fontes de valorização enquanto algum produto passa por fases de baixa.

Por isso, analise todas as possibilidades disponíveis no mercado e escolha a que mais se adequa às suas expectativas naquele momento. Isso vai ser fundamental para definir qual caminho você vai seguir e qual retorno te espera no fim da estrada.

Este artigo foi útil para você?

Esperamos que esse artigo tenha sido útil e esclarecedor para você!

Entendeu como foi a mudança no nosso app? Fique de olho no blog da Mutual para mais assuntos como estes.

E se você ficou com alguma dúvida, pode deixar um comentário no FacebookInstagram e Linkedin!

 

Posted by Kaike Souza

Especialista de Relacionamento da Mutual.

Certificado como Especialista em Customer Success, gestão de mídias sociais e gestão de relacionamento ao cliente. Com foco de atuação em fintechs

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *