Você não precisa se preocupar: o modelo de empréstimo entre pessoas é legal e tem taxas de juros mais justas 

A sigla P2P (peer to peer) representa a modalidade de crédito de pessoa para pessoa, criada no Reino Unido. Mas, foi depois da crise econômica de 2008, que afetou diversos países, que esse tipo de aplicação financeira ganhou força. Fora da terra da rainha, o P2P se popularizou inicialmente nos Estados Unidos.

Trata-se de um tipo de investimento coletivo que é menos burocrático, tem taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento mais flexíveis para quem solicita crédito. Para quem investe, é considerado um modelo de investimento em renda fixa, com uma rentabilidade superior à praticada no mercado por bancos e instituições financeiras em outros produtos.

Quem busca por crédito é categorizado de acordo com o seu histórico de bom pagador. Na Mutual, diferente das organizações financeiras, cada perfil tem uma análise de crédito específica para o seu caso. Você pode saber mais sobre isso neste artigo sobre score.

Neste contexto, vale destacar que o empréstimo P2P não se configura como agiotagem, como algumas pessoas ainda pensam, por pura falta de conhecimento. Existem diferenças que são fundamentais entre as duas práticas e você vai conhecê-las a seguir.

O que é agiotagem?

O que caracteriza essa modalidade é o empréstimo de dinheiro a juros exorbitantes e fora do mercado tradicional. Entretanto, se trata de um tipo ilegal de concessão de crédito. O abuso dos métodos de cobrança praticados e sucessivos aumentos dos juros tornam essa prática totalmente imoral e contrária às boas práticas do mercado.

Diferença entre as formas de cobrança

Este é um ponto bastante sensível quando falamos de empréstimos, pois as formas de cobrança dos agiotas são amplamente conhecidas e ilegais. Extorsão, ameaça e lesão corporal definitivamente não são escopo de uma atividade amparada por normas legais.

A Mutual, bem como outras empresas do setor, mantém uma equipe de cobrança interna e adota todas as políticas de privacidade e respeito exigidas pelo mercado. A empresa se incube dessa responsabilidade para garantir a segurança de quem solicita empréstimo e para que as ações de cobrança não causem qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Como emprestar dinheiro de forma legal

É possível emprestar dinheiro a juros, como pessoa física, desde que respeitada a Lei da Usura. Porém, é possível aumentar o retorno financeiro e ainda agir dentro da legalidade. Abaixo, destaco algumas dessas possibilidades:

  • Instituições Financeiras Parceiras: essas organizações são autorizadas pelo Banco Central a realizar empréstimo para pessoas por meio das Cédulas de Crédito Bancário (CCB). Algumas instituições firmam parcerias com pequenas empresas de crédito com a finalidade de possibilitar o empréstimo. Dessa maneira, a instituição financeira endossa a CCB em nome das partes e formaliza o empréstimo entre pessoas.
  • Empresa Simples de Crédito (ESC): a legislação conhecida como “Banqueiro Individual” formaliza as operações de empréstimo realizadas entre pessoas, com juros, sem a regulação direta do Banco Central. Qualquer pessoa pode abrir uma ESC, mas cada pessoa física só pode ser participante de uma ESC. Filiais não são autorizadas pela legislação.
  • Sociedade de Empréstimos entre Pessoas: de acordo com as novas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN), as fintechs são autorizadas a intermediar empréstimos entre pessoas físicas, limitados a R$ 15.000,00.

As inovações tecnológicas têm reflexos na nossa legislação, tornando o mercado financeiro mais inclusivo para pessoas que antes não teriam acesso a uma linha de crédito com taxas justas. A concentração em poucos bancos e o segundo maior spread bancário do mundo estão perdendo espaço para a inovação. Faça parte dessa revolução!

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Posted by Kaike Souza

Especialista de Relacionamento da Mutual.

Certificado como Especialista em Customer Success, gestão de mídias sociais e gestão de relacionamento ao cliente. Com foco de atuação em fintechs

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