Só no nosso aplicativo, já são mais de 4.000 representantes do sexo feminino investindo em crédito.

Em todo o mundo, o mercado financeiro ainda é visto como uma área da economia dominada pelos homens. Além de ser um reduto masculino, há também o mito de que o conhecimento sobre finanças não faz parte do universo feminino.

Quando o assunto é igualdade de gênero, as empresas da área financeira ainda parecem ter um longo caminho para percorrer: uma pesquisa da revista Forbes revelou que apenas 10% dos cargos em bancos, corretoras e operadoras de crédito são ocupados por profissionais do sexo feminino. A realidade fica pior quando falamos em posições de liderança: apenas 2% das instituições da área têm uma CEO mulher.

Apesar disso, a competência feminina para lidar com o dinheiro foi comprovada em um estudo da Warwick Business School, no Reino Unido. O resultado mostrou que, nos últimos três anos, as agentes financeiras tiveram um desempenho acima da média e passaram à frente dos homens em relação ao retorno dos investimentos. O motivo? Uma menor variação das carteiras de clientes e, consequentemente, mais possibilidades de rendimentos financeiros.

Ainda assim, o número de mulheres que trabalham na área de finanças continua baixo em relação à participação masculina. E quando falamos em mulheres que investem, esse índice vai pelo mesmo caminho: no Brasil, dos mais de 900 mil CPFs ativos na Bolsa de Valores apenas 22% pertencem a elas.

Educação financeira e preconceito ainda são grandes barreiras

Na última pesquisa da ANBIMA sobre o perfil do investidor brasileiro, ficou constatado que a maioria da população do país não conhece os produtos financeiros disponíveis no mercado. E essa falta de conhecimento abrange, principalmente, as mulheres.

Além disso, elas fazem parte de um pequeno grupo de investidores que não costuma acompanhar suas aplicações financeiras, reforçando a percepção de que muitas mulheres ainda deixam seus investimentos sob cuidados dos homens. Entre as que não conseguiram investir, os motivos variam entre falta de dinheiro, baixos salários, desemprego ou gastos inesperados.

Esse fatores estão diretamente relacionados a alguns desafios apontados pelas mulheres que se propõem a entrar no mercado financeiro, como:

  • Baixa cultura de educação financeira.
  • Crença de que homens, naturalmente, entendem mais de finanças.
  • Receio de confrontar uma estrutura profissional basicamente masculina.
  • Necessidade de mostrar competência a todo momento para ser reconhecida no mercado.
  • Conciliar a maternidade com um ambiente de trabalho de pressão e preconceito.

Participação feminina no mercado financeiro tende a aumentar

A pesquisa da ANBIMA mostrou também que as mulheres estão mais propensas a investir. Entre as motivações, a principal é obter maior segurança financeira, seguida de alcançar algum objetivo de consumo, como a compra da casa própria. Em terceiro lugar, ficou investir em educação.

Não é à toa que se tornam cada vez mais fortes os movimentos de mulheres cujo objetivo é estimular a ocupação feminina na área financeira. Alguns coletivos femininos no Brasil oferecem cursos básicos sobre finanças e preparatórios para provas de certificação obrigatórias para trabalhar na área. O aumento do interesse por economia & negócios também está enchendo de mulheres as salas de aula das principais universidades do país. Atualmente, mais de 30% dos alunos de cursos de finanças são do sexo feminino.

Pode parecer inacreditável, mas houve uma época em que mulheres só negociavam na Bolsa de Valores com a presença de um intermediador. Ter uma profissional feminina na mesa de operação, então, era algo inimaginável. 

Hoje, a tecnologia tem sido uma aliada para mais mulheres descobrirem novos tipos de investimento e diversificarem suas aplicações. No aplicativo da Mutual, por exemplo, hoje estão cadastradas cerca de 4.000 investidoras. Um crescimento de 98% em relação a 2019.

A tendência é que a participação feminina cresça também nos cargos executivos de empresas do mercado financeiro. De acordo com uma pesquisa mundial feita pela Women in Financial Services, a expectativa é que os comitês executivos femininos alcancem 30% de participação até 2048. E este é apenas o começo!


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Posted by Milena Almeida

Analista de Marketing na Mutual. Formada em Jornalismo, com especialização em gestão de projetos para mídias digitais e interativas, possui experiência no planejamento, execução e gestão de estratégias de Comunicação Integrada e Marketing Digital.

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